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26 de fevereiro de 2026 5 min de leitura

Novo padrão de rotas IFR: como a nova lógica de níveis pares e ímpares simplifica o planejamento de voo no Brasil

Novo padrão de rotas IFR: como a nova lógica de níveis pares e ímpares simplifica o planejamento de voo no Brasil

A partir de 19 de fevereiro de 2026, o jeito de enxergar níveis pares e ímpares nas rotas IFR no Brasil muda de forma relevante para quem planeja e executa voos com aerovias.​

O que mudou nas rotas IFR

O DECEA publicou uma Circular de Informação Aeronáutica (AIC) alterando a forma de apresentar graficamente a direção dos níveis de cruzeiro (pares e ímpares) nas tabelas de rotas ATS do AIP Brasil (ENR 3) e nas cartas ENRC e ARC.​


Até então, muitas restrições operacionais de uso de níveis pares/ímpares apareciam apenas na coluna RMK (Remarks), o que exigia uma leitura mais cuidadosa e interpretação adicional por parte do piloto.​

Com a nova padronização, a lógica visual passa a refletir diretamente quais níveis são autorizados em cada sentido da aerovia, reduzindo ambiguidades durante o planejamento e a execução do voo IFR.​

O problema da apresentação antiga

Antes da mudança, as setas de direção do nível de cruzeiro eram definidas com base no rumo magnético da rota, sem levar totalmente em conta as restrições operacionais específicas de pares/ímpares.​
Em algumas rotas, isso gerava situações como:​

  • Aerovias bidirecionais com níveis invertidos e setas apontando para um sentido “teórico” que não refletia as restrições reais.​
  • Aerovias unidirecionais com limitação a níveis apenas pares ou apenas ímpares, mas com a indicação gráfica não alinhada ao texto da coluna RMK.​

Na prática, o piloto precisava “conciliar” seta, tabela e observações de RMK, o que abria espaço para interpretações equivocadas e aumento de carga cognitiva.

Como passam a aparecer as setas no AIP

Nas tabelas de rotas ATS do AIP Brasil (ENR 3), as setas de sentido de voo deixam de ser baseadas apenas no rumo e passam a ser posicionadas diretamente na coluna correspondente a Odd (ímpar) ou Even (par).​


Isso significa que a própria seta já indica, de forma imediata, dois pontos-chave:​

  • Qual sentido de tráfego é autorizado naquele segmento.​
  • Qual conjunto de níveis de cruzeiro (pares ou ímpares) se aplica àquele sentido.​

Quando determinado sentido não for autorizado, essa proibição passa a ser mostrada por um símbolo “X” na coluna pertinente, eliminando a necessidade de buscar essa informação apenas no RMK.​


Além disso, segmentos com níveis “invertidos” em relação ao rumo da rota agora são representados corretamente, sem depender de leitura complementar do texto.​

O que muda nas cartas ENRC e ARC

Nas cartas de rota ENRC e ARC, a mudança aparece por meio de uma nova simbologia diretamente sobre as aerovias que possuem restrição de níveis pares/ímpares.​

Passam a ser usadas as letras:​

  • “O” (Odd), indicando a utilização de níveis de voo ímpares.​
  • “E” (Even), indicando a utilização de níveis de voo pares.​

Essas letras são posicionadas junto à aerovia correspondente, permitindo que o piloto identifique rapidamente, no próprio traçado da rota, qual conjunto de níveis é aplicável em cada sentido.​
Com isso, a informação deixa de ser apenas textual e passa a ser visualmente integrada ao produto AIS, alinhada com princípios de confiabilidade e precisão da informação aeronáutica.​

Benefícios práticos para pilotos e operadores

A nova forma de apresentação traz ganhos claros para quem voa IFR e para quem presta serviços ATS:​

  • Redução de ambiguidades na escolha do nível de cruzeiro em rotas com restrições.​
  • Menor dependência de interpretação do texto de RMK para entender o que é par, ímpar, mão única ou mão dupla.​
  • Aumento da consciência situacional durante planejamento e em rota, especialmente em cenários de alta carga de trabalho.​

Para operadores e escolas que utilizam EFBs como o da Alfaero, essa padronização facilita também a representação gráfica dentro das aplicações, permitindo uma leitura mais intuitiva dos níveis autorizados por aerovia.​

Quando as mudanças entram em vigor

A AIC que formaliza essas alterações entra em vigor em 19 de fevereiro de 2026, por meio da Emenda AIRAC 19 FEB 26 (2602A1).​


A partir dessa data, pilotos, despachantes e planejadores de voo que utilizam rotas IFR no espaço aéreo brasileiro já devem considerar a nova simbologia no AIP Brasil, ENRC e ARC ao selecionar níveis pares ou ímpares nas aerovias.​

O que o piloto IFR deve fazer agora

  • Atualizar-se sobre a AIC e revisar exemplos das novas representações de níveis nas rotas ATS.​
  • Verificar se suas ferramentas (EFB, softwares de planejamento, treinamentos) já incorporam a nova lógica de apresentação.​
  • Incluir esse tema em briefings, reciclagens e treinamentos IFR, para que a interpretação de pares/ímpares por rota se torne automática.​

Para quem usa a Alfaero como EFB, esse tipo de atualização gráfica é exatamente o tipo de melhoria que ajuda a transformar informação regulatória em consciência situacional clara, reduzindo dúvidas na hora de escolher o nível ideal para cada trecho IFR.

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